Semanalmente, a equipe da Inclusão Municipal realiza estudo de formação com o objetivo de melhorar o trabalho da equipe de AEE e reúne professoras que atuam nas salas de recursos, intérpretes de Libras e monitoras de apoio.
O tema do primeiro encontro foi baseado no vídeo do LEPED- Papo Reto # 1 – Por que adaptar currículo não é incluir?
Com o
Prof. Dr. José Eduardo Lanuti, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMG) de
Três Lagoas. Em 26/03/2021
Segundo o professor Lanuti, adaptar atividades é pensar em alguns, e não em todos. Para ele, a aula do professor deve ser pensada (planejada), a fim de que todas as crianças aprendam, levando em consideração suas condições e ritmo.
É importante compreender que o currículo é um conjunto de conteúdos
programáticos destinado a uma série/ano em que o aluno está
matriculado. Muitos professores, por
crenças preconcebidas, acreditam que devem diminuir o conteúdo, classificando
os alunos como defasados, fracos, deficientes, dividindo-os em categorias
muitas vezes não condizentes com a realidade e possibilidade de aprender de
cada um.
Defendendo a ideia de singularidade e o jeito peculiar de cada
aprendente, sabemos que cada indivíduo aprende de uma forma, conforme suas
condições e de acordo com o significado que atribui ao conhecimento.
Devemos refletir sobre essas "facilitações do conteúdo"
que são oferecidas principalmente para os alunos público-alvo da
educação inclusiva, dentro de uma mesma sala, coexistindo, ainda hoje, as práticas segregadoras em um mesmo espaço escolar, fato que legitima
a escola da integração, e não a da inclusão. Os professores contemporâneos
devem entender que o ensino e a aprendizagem são aspectos dissociados, ou seja
, eles acontecem separadamente.
Devemos oferecer oportunidades para que:
Ø os alunos tenham acesso às atividades diversificadas, e não adaptadas;
Ø o professor:
* faça adequação dos recursos, assegurando aos
alunos a participação deles na aula e no conteúdo;
* priorize as
aulas práticas;
* pense em aulas acessíveis;
* proporcione aulas
contextualizadas:
* dê ênfase na interdisciplinaridade;
* entenda qual o
melhor caminho para todos os alunos aprenderem;
* derrube as
barreiras do meio e não foque na deficiência dos indivíduos;
*derrube as
barreiras físicas, as dos recursos utilizados (tecnológicos ou materiais) e,
principalmente, as barreiras do ato pedagógico.
Lea Aparecida de Carvalho Ribeiro
Professora de AEE e Psicopedagoga
Confira o vídeo:

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